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Desde sua popularização no Brasil, no final da década passada, os dispositivos mobile têm cativado o público, e as empresas que os desenvolvem estão abocanhando uma fatia significativa do mercado de tecnologia. Praticamente todo mundo tem um tablet ou celular, e as gigantes do mercado dividem a preferência dos usuários, que podem escolher entre uma gigantesca variedade de modelos, desde os mais simples até os mais complexos e completos. Sabemos que os smartphones e tablets são indispensáveis para quem quer e precisa se comunicar na era da informação. Mas, muitas vezes, os usuários não sabem bem do que realmente precisam, e isso faz com que acabem por adquirir aparelhos inadequados para suas necessidades, ou, ainda pior, faz com que terminem descartando aparelhos de boa qualidade, acreditando que os novos modelos, recém lançados, são uma urgência, ou que um modelo mais antigo se torna necessariamente ultrapassado com a chegada de algo mais atual.

Esse pensamento, porém, não faz muito sentido nos dias de hoje. Isso acontece, em grande medida, pela mudança de finalidade dos aparelhos em virtude da necessidade dos consumidores. Se antes os dispositivos móveis eram um item secundário, que complementava o uso de outros aparelhos, como notebooks e desktops, hoje em dia os celulares e tablets deram um passo à frente, e se tornaram, para grande parte dos usuários, o principal meio de comunicação, uma ferramenta de trabalho indispensável. Assim, é natural que se tornem mais caros, uma vez que são capazes de realizar novas funções e garantir que possamos fazer o mesmo que fazíamos em nossos computadores, com a diferença de que agora podemos colocar tudo no bolso e operar de onde quer que estejamos. Dispositivos mais caros significam um maior investimento por parte do usuário, mas com a velocidade na qual são lançados novos modelos, sempre paira a dúvida: será que estamos usando o melhor dispositivo mobile para nossas necessidades? Ou será hora de trocarmos nossos aparelhos por algo ainda mais avançado?

A resposta, pelo menos para a grande maioria dos usuários, é tão simples quanto tranquilizadora: ainda não é hora de trocarmos nossos tablets e smartphones. Justamente pelo fato de que agora temos acesso a aparelhos mais robustos e capazes de realizar múltiplas funções, não vale a pena investir em algo que traz poucas vantagens em relação ao seu modelo anterior. Assim, ao descartarmos nosso atual modelo simplesmente por conta de uma ou duas funcionalidades novas, não estamos tomando uma decisão muito inteligente.

Convivendo durante tantos anos com as tecnologias que tornaram possíveis que dispositivos como smartphones e tablets fossem utilizados da mesma forma como outrora usávamos notebooks e PC’s, nos tornamos exigentes como usuários. Aprendemos a separar o joio do trigo, e agora, quando muitos de nós utilizamos o tablet e o smartphone como principal aparelho de comunicação, acabamos por perder a paciência com aparelhos muito baratos – e ruins. Estamos passando a ter um novo comportamento em relação a nossos gastos com tecnologia mobile, investindo mais dinheiro em dispositivos mais completos e úteis. Assim, juntar um pouco mais de dinheiro e adquirir uma tecnologia mais duradoura tem sido nosso foco como consumidores.

De modo que ao investirmos mais dinheiro em produtos de maior qualidade, a troca constante de aparelhos não faz mais sentido, pelo menos do ponto de vista financeiro. E sob o ponto de vista tecnológico, como foi visto antes, também não. Não apenas por sabermos que as diferenças entre modelos novos e antigo estarem cada vez mais nos detalhes periféricos, como design e câmeras, mas também por termos aprendido, pouco a pouco, a driblar uma das maiores armadilhas da indústria tecnológica: a obsolescência programada. Ela é a responsável pelo envelhecimento precoce dos aparelhos, que passam a funcionar cada vez pior ao longo do tempo, até que chega o momento no qual a troca é inevitável. Em países nos quais os consumidores têm acesso a tablets e smartphones bons e baratos, até faz sentido trocar sempre que possível, mas no Brasil, onde um aparelho representa um investimento considerável, procurar uma assistência técnica ainda é a melhor saída para aumentarmos a vida útil de nossos dispositivos mobile. Se investimos mais em produtos de mais qualidade, não faz sentido trocarmos de aparelho todo ano, ou mesmo a cada dois anos. Queremos que nossos celulares, tablets e smartphones tenham vida longa para valorizar o investimento.

Assim, é mais interessante pensarmos duas vezes quando temos aquela vontade súbita de adquirir um novo aparelho. A opção de levar nosso dispositivo mobile atual para a manutenção pode ser muito mais vantajosa, na maioria dos casos. Ainda mais se levarmos em conta que a maioria dos problemas que enfrentamos como usuários pode ser resolvida por um preço muito mais acessível em uma assistência técnica. Consertos e peças de reposição saem mais em conta que a aquisição de um novo modelo, e quando investimos em uma tecnologia que parecia adequada para o ano passado não queremos, obviamente, que nosso investimento esteja ultrapassado em tão pouco tempo.

Até mesmo a indústria já percebeu esta tendência, e não será surpresa se o ciclo de lançamentos passar a ser maior, com novos modelos chegando a cada dois ou três anos. Foi o que aconteceu com os notebooks, por exemplo. Hoje em dia, é impensável que troquemos um notebook apenas por conta de um problema na tela. Ao contrário, cada vez mais assistências técnicas qualificadas têm surgido para sanar esses e outros problemas. Com os tablets e smartphones não está sendo diferente, e aos poucos, opções como assistência técnica, manutenção e reparos estão se tornando muito mais viáveis e interessantes que troca de aparelhos.

Assim, se queremos ser consumidores inteligentes e conscientes (não só de nossas necessidades, mas também do impacto gerado pelo alto consumo de eletrônicos), o melhor caminho é investir em aparelhos robustos e completos, mesmo que seu custo seja mais alto, e quando surgirem problemas, procurarmos um técnico de confiança, uma autorizada ou a assistência técnica na qual confiamos, dando uma longa vida aos nossos dispositivos mobile.

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