Novo processador anti hacker promete mudar o conceito de segurança da informação

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9 de julho de 2019
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“Imagine tentar resolver um cubo mágico que se reorganiza toda vez que você pisca. Isso é o que os hackers vão enfrentar com o Morpheus: um quebra-cabeça insolúvel” – Todd Austin.

Tema de filmes e livros como “Matrix” e “Neuromancer”, e desde meados da década de 90 em plena evidência, os hackers são – mais uma vez – o assunto do momento, dentro e fora do mundo da informática. As recentes notícias sobre vazamentos de conversas de diversas autoridades brasileiras, por exemplo, renderam mais um capítulo para a saga da guerra da informação, que tem o mundo inteiro como front e tornou famosas figuras como Julian Assange, Edward Snowden e Evgeniy Bogachev (o infame “Slavic”, ou “Lucky12345). Além de dividir opiniões, os vazamentos trazem à tona uma preocupação que não escolhe lados ou ideologias: a segurança da informação.

Hoje em dia, praticamente todos os habitantes do mundo civilizado tem acesso a aplicativos de troca de mensagens e a dispositivos tecnológicos com capacidade de armazenamento de dados. Sem dúvida, o número crescente de indivíduos que utilizam a tecnologia no dia a dia é uma excelente notícia. Mas nem tudo são flores. Todas essas pessoas tem algo sinistro em comum: nenhuma delas está a salvo de invasores capazes de obter, através da exploração de bugs de segurança, desde dados bancários até informações privilegiadas e secretas. Governos, empresas e cidadãos comuns compartilham um mesmo problema: como evitar a ação dos hackers? Sem dúvida, uma dor de cabeça das grandes.

E contra a qual não havia remédio. Até recentemente, parecia impossível se prevenir com total segurança contra os ataques, pois, como nos lembra Todd Austin, professor de ciência da computação e engenharia: “A abordagem atual de eliminar os erros de segurança, um a um, é um jogo perdido”. Porém, a tecnologia avança a cada segundo, e uma nova solução parece ter surgido para deixar os “piratas do cyberspaço” em desvantagem. Trata-se de um novo chip desenvolvido pela Universidade de Michigan – onde atua o professor Austin, um dos desenvolvedores do projeto – e que promete tornar o atual modelo de segurança de dados obsoleto. Seria também o fim do famoso “PC infectado”, problema que lota as assistências técnicas e está entre as principais causas da procura pela manutenção de computadores.

Batizado por seus criadores de MORPHEUS, o chip é descrito como um “cubo mágico” impossível de ser solucionado. A analogia parece perfeita: mesmo que um hacker encontre um bug, a informação necessária para explorá-lo desaparece 50 milissegundos depois. Isso porque o MORPHEUS inaugura uma nova era, na qual os computadores serão capazes de se defender de modo proativo, criptografando e reorganizando aleatoriamente bits chave de seu próprio código e de seus dados 20 vezes por segundo. Ou seja, milhões de vezes mais veloz que qualquer hacker humano, e superando de longe a velocidade das mais modernas técnicas de hackeamento eletrônico. Além de tudo isso, a arquitetura conta com um detector de ataques, que procura ameaças e, caso perceba um risco iminente, aumenta ainda mais a taxa de rotatividade.

A nova tecnologia não se concentra em tornar os códigos mais seguros, já que, ainda de acordo com Austin, “As pessoas estão constantemente escrevendo códigos e, enquanto houver um novo código, haverá novos bugs e vulnerabilidades de segurança”. Assim, ao invés de apostar nos softwares para corrigir vulnerabilidades, o novo processador inclui a segurança em seu hardware. Por meio de um processo conhecido como “churn” (rotatividade, em tradução livre), os recursos críticos do programa são constantemente aleatorizados, tornando seus pontos fracos virtualmente impossíveis de serem identificados e consequentemente explorados pelos invasores em potencial. A taxa de “churn” do chip pode, inclusive, ser ajustada para encontrar o equilíbrio certo entre segurança e consumo de recursos, o que resulta em um desempenho praticamente inalterado para a máquina (de acordo com os desenvolvedores, uma redução da ordem de 1%). A arquitetura também inclui um detector de ataque que procura ameaças pendentes e aumenta a taxa de aleatorização se perceber um ataque iminente.
Um sonho realizado para quem quer se manter seguro e para quem trabalha com segurança de dados, manutenção e assistência técnica de equipamentos. Estes últimos poderão trabalhar muito mais visando a prevenção do que a solução de problemas, além de pouparem seu tempo ao utilizarem ferramentas de diagnóstico muito mais precisas, que com certeza surgirão na esteira desta inovação.

O MORPHEUS pode ser útil em uma variedade de aplicações, desde laptops e PCs até dispositivos integrados com a “Internet of Things” (IoT), nos quais a segurança confiável será um fator cada vez mais crítico, já que com o avanço da interconexão digital de objetos cotidianos com a internet, as futuras quebras de segurança farão as invasões atuais parecerem coisa de criança, uma vez que os hackers poderão ter acesso a carros, eletrodomésticos, cadeados inteligentes ou mesmo a dispositivos cibernéticos como marca passos e implantes médicos presentes nos corpos dos usuários. Um risco quase incalculável não apenas em termos de dados, mas também de vidas humanas.

A novidade ainda não pode ser adquirida no mercado, mas a promessa é de que esteja disponível em breve – e em formato aberto para desenvolvedores e usuários finais – já que Austin e sua equipe estão trabalhando para comercializar o MORPHEUS através da Agita Labs, startup fundada por ele em parceria com a também professora de ciência da computação e engenharia da Universidade de Michigan, Valeria Bertacco, que assina o artigo detalhando as particularidades do chip como co-autora. Além do time da Universidade de Michigan, o projeto contou com pesquisadores adicionais das universidades de Princeton e do Texas, assim como com o apoio da DARPA (Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa), agência independente que responde diretamente ao Departamento de Defesa dos EUA. A julgar pelo cenário atual, não faltarão interessados em adquirir o processador.

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2 Comentários

  1. Mr WordPress disse:

    Olá, isto é um comentário.
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  2. Randymug disse:

    to play alone rather than sharing

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