Novo processador anti hacker promete mudar o conceito de segurança da informação
6 de julho de 2017
Lentidão – Notebook e Computadores
9 de julho de 2019
Exibir tudo

Reballing: Vale ou não a pena?

Conheça a técnica promete consertar qualquer placa e divide opiniões de especialistas em informática.
Se você é daqueles que estão sempre em dia com o mundo da informática, com certeza já ouviu falar da técnica “Reballing“, que tem levado diversos usuários a procurar manutenção de notebooks e desktops. Algumas empresas e muitos consumidores têm lotado as assistências técnicas em busca de profissionais qualificados para aplicar esta técnica em eletrônica que permite o reparo ou a troca de chips, como a GPU da placa de vídeo, a partir do recondicionamento das soldas que conectam o componente à placa . O procedimento de fato barateia custos no reparo de placas, podendo fazer com que equipamentos avariados voltem a funcionar novamente, e até permite a troca de um processador gráfico por um outro. Parece um milagre, mas nem todos os especialistas concordam com a eficácia do método, que sempre exige profissionais capacitados e estabelecimentos que contem com as ferramentas específicas, o que justifica os custos relativamente altos, acima dos R$ 250 (porém, nada que se compare a adquirir um novo equipamento). Mas como, de fato, funciona o processo de “Reballing“?
Para entender, antes de mais nada, é necessário estar familiarizado com o conceito de Ball Grid Array (BGA). Essa é a interface pela qual um chip – seja qual for sua função – vai soldado numa placa. Quem já viu as entranhas de um computador sabe: o BGA é composto por uma série de pontos de solda, cada um corresponde uma pequena esfera (“ball”) metálica. Para fixar o chip na posição correta, no processo de fabricação de componentes, estas esferas são soldadas, derretendo e conectando os terminais do chip aos contatos na placa.
O “Reballing” nada mais é que refazer esse processo trocando o material de solda antigo e aplicando novas esferas, conservando o chip, ou substituindo-o por um novo. É, em termos simples, a reconstrução da solda que liga um chip a uma placa no modelo BGA .
Mas por que razão se deve (ou não) fazer o”Reballing“, e quando identificar que a máquina necessita do processo? Essa é uma pergunta frequentemente recebida na assistência técnica, e que tentaremos responder aqui:
Refazer a instalação e solda de um chip em uma placa qualquer (Seja para o reparo ou manutenção de placa mãe ou a troca de um componente gráfico) é interessante quando temos um problema com componentes. Ao lado da recuperação de dados este é um dos maiores motivos que levam proprietários empresariais e residenciais a procurar estabelecimentos que oferecem conserto de notebooks e computadores de mesa. Isso porque os computadores, como qualquer equipamento eletrônico, passam por variações de temperatura ao longo de suas vidas úteis. Com o tempo, as soldas que conectam o chip à placa fatalmente apresentarão desgastes, trincas e rompimentos devido a essas oscilações. Em casos graves, podem inutilizar completamente uma placa, independente de sua marca ou qualidade. Seja seu equipamento um Dell, Asus, Acer, Lenovo ou de qualquer outra marca, em um determinado momento, por maior que seja a qualidade, algum componente apresentará problema.
O “Reballing” é uma tentativa de corrigi-lo e fazer com que a placa volte a funcionar corretamente. Embora mais conhecido pelo seu uso em consertos de consoles de videogame, a técnica também pode ser usada para trocar peças de notebooks, como processadores e GPUs. Agora que entendemos como, quando e por que razões efetuar o “Reballing“, chegou a hora de falar da parte menos agradável do procedimento.
Em primeiro lugar, precisamos entender o quanto dói no bolso: refazer o processo de solda de um chip com defeito, ou até mesmo substituí-lo por um outro é uma técnica que exige extrema precisão, muita habilidade e conhecimento técnico. Além disso, não é viável realizar o “Reballing” sem instrumentos específicos. Assim, o orçamento jamais vai ficar por menos de R$ 250, e pode se tornar ainda mais salgado dependendo da complexidade e do tipo de reparo necessário. Além disso, é preciso estar atento na hora de procurar uma assistência técnica ou manutenção: por razões óbvias de tempo e perícia, nem todos os estabelecimentos do ramo estão capacitados para fazer o procedimento.
Depois da questão do preço, temos os famosos problemas técnicos. Apesar de contar com muitos defensores, o “Reballing” também coleciona críticos ferrenhos. Estes lançam dúvidas quanto à eficácia do método, e negam veementemente que seja possível consertar placas com problemas nas soldas através desta técnica. Segundo alguns especialistas, a própria natureza do material usado na a soldagem de chips inviabiliza o procedimento: as soldas usadas em placas e processadores apresenta (por uma questão de necessidade) alta resistência ao calor. Isso torna, de acordo com estes técnicos, muito improvável que o defeito original esteja relacionado com o esgotamento do BGA.
Para estes profissionais, o conserto por “Reballing” não tem efeito ativo e quando funciona, é mais por “acidente”: quando o técnico aquece a placa para eliminar a solda antiga, é possível que ocorra – como efeito colateral – um realinhamento de vias danificadas no interior do chip. Um caso clássico de tomada do efeito pela causa. Mas ainda assim, nada garante que essas vias sigam alinhadas, e pode ser até mesmo que o superaquecimento danifique componentes que nada tinham a ver com a queixa inicial do usuário. Os detratores do “Reballing” defendem que com o passar do tempo, essas vias voltam a se desalinhar e o problema reaparece, exigindo um retorno à assistência técnica.
Muitos usuários discordam, e afirmam que o processo realmente resolve os problemas. Junto deles estão técnicos que defendem o “Reballing” como uma solução segura e em conta para reparo de notebooks e PC’s. A controvérsia continua. E você, leitor? Na sua opinião, o “Reballing” vale ou não a pena?

 

Conheça todos os serviços da www.ultecinfo.com.br: Manutenção de Notebooks, Manutenção de Computadores, Manutenção Placa de Vídeo, Manutenção de Tablets e Smartphones, Redes de Computadores, Câmeras de Segurança, Assistência Técnica Apple, Recuperação de Dados, Contrato de Manutenção para Empresas.

1 Comentário

  1. Felipe Ultec disse:

    Vale muito a pena, ainda mais se for um core I3, I5 , I7 , maquinas que tem um excelente poder de processamento e vale a pena recuperar.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *